Uma notícia preocupante foi publicada pelo ND+ de Criciúma essa semana:
“Consumo de marisco em praia de SC causa episódios de intoxicação alimentar”
“Análises indicam que casos foram provocados pela “maré vermelha”, fenômeno que já causou a interdição de quatro áreas de cultivo de moluscos no Estado”
Vamos entender melhor essa notícia e os impactos da mesma para SC.
Tudo iniciou quando dois moradores de Balneário arroio do Silva se alimentaram com mariscos frescos coletados na beira-mar e preparados pelos mesmos. Ao informar do que haviam se alimentado, a Secretaria de Saúde do município gerou um alerta a população para não consumir tais moluscos, a suspeita é de que a contaminação foi gerada pela “maré vermelha”, um fenômeno natural causado pela presença e proliferação de algas tóxicas microscópicas presentes no plâncton marinho.
Essas algas aumentam sua taxa de reprodução quando encontram condições ideais para o seu desenvolvimento, como o aumento de nutrientes disponíveis, gerados por exemplo pelo descarte de esgotos nos mares, aumento da temperatura da água, salinidade e luminosidade adequadas.
Como consequência dessa super reprodução da população de algas, há a diminuição da qualidade da água do mar, ocorrendo a diminuição do oxigênio dissolvido, além da contaminação por toxinas geradas por essas algas. Essa toxina pode afetar diretamente peixes e outras espécies marinhas causando sua morte por envenenamento e indiretamente em pássaros e mamíferos. O homem pode ser contaminado através da alimentação de moluscos, esses não são afetados pelas algas, uma vez que filtram a água do mar retirando dela seu alimento, porém, acumulam em seu organismo as toxinas que quando consumidas pelo homem podem causar:
- Envenenamento diarreico, provoca enjoos, vômitos, intensa diarreia e dores abdominais e tem duração de 3 a 4 dias;
- Envenenamento amnésico causa vomito, dores abdominais, confusão mental e perda da memória;
- Paralisia por envenenamento, as toxinas geram paralisia do sistema nervoso, causando formigamento dos lábios, língua e dedos, seguindo para os demais membros do corpo humano até causar dificuldade e insuficiência respiratória podendo levar a morte.
Esse fenômeno já aconteceu em outras regiões do Brasil e por segurança a Cidasc suspendeu a retirada, comercialização e consumo de moluscos, como ostras, vieiras e mexilhões em algumas localidades do Estado. Para ter a certeza da causa das contaminações, foram encaminhadas amostras dos frutos do mar coletados pelos moradores para o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina), onde o caso será apurado e um parecer técnico emitido.
Logo se você consome frutos do mar, em especifico moluscos, fique atento as notícias e as regiões interditadas, pois sua saúde e de seus familiares é valiosa.